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Padre é indiciado por agredir suposta ex-namorada em Caxias do Sul

  • 5 de mai. de 2018
  • 2 min de leitura

Por: Portal Gaz

O padre e cantor Ezequiel Dal Pozzo, 38 anos, que atua em Caxias do Sul é suspeito de agredir uma suposta ex-namorada, que estaria grávida. Ele foi indiciado pela Delegacia da Mulher nesta sexta-feira, 4, após a conclusão do inquérito. A investigação inclui duas situações ocorridas no ano passado, em 3 e 21 de maio, quando a vítima, de 41 anos, afirmou ter sido agredida pelo padre dentro do veículo dele. Em depoimento, o religioso negou as agressões e afirmou apenas ter tido relações sexuais com a mulher. O inquérito foi protocolado e enviado hoje à Justiça, que deverá dar encaminhamento ao caso e avaliar se precisarão ser feitas novas investigações. O padre foi indiciado com base na Lei Maria da Penha, que prevê a pena de três meses a três anos de prisão por esse tipo de agressão. A investigação da Delegacia da Mulher começou em 4 de maio de 2017, um dia depois da primeira agressão registrada. Na data, a vítima deu entrada no Hospital do Círculo, em Caxias do Sul, com traumatismo na cabeça e nos membros inferiores. No inquérito, consta que, na ocasião, o padre teria puxado os cabelos da vítima, segurado ela pelo pescoço, a empurrado para fora do carro e batido a cabeça dela contra a calçada três vezes. Ela ficou desacordada e teria sido deixada em casa pelo agressor. Depois disso, a mãe da vítima a levou para o hospital. A equipe médica que atendeu a mulher emitiu uma Ficha Individual de Notificação (FIN) no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) para notificar a Delegacia da Mulher, procedimento que é padrão em casos de violência doméstica ou sexual. Assim que a delegacia recebeu a informação, começou a investigar o caso. Na mesma semana a vítima foi chamada para dar depoimento, mas não compareceu. Ela também não quis fazer os exames de corpo de delito no Departamento Médico Legal (DML). Passadas algumas semanas, em 21 de maio de 2017, a mulher voltou a ser agredida, desta vez com puxões de cabelo e socos no ombro. Quatro dias depois, ela concordou em prestar depoimento, mas não citou o nome de quem teria a agredido. Uma testemunha informou à delegacia que o ex-namorado da vítima era o padre, que, então, passou a ser investigado. O homem prestou depoimento em novembro de 2017 e disse que a mulher estaria o chantageando pois teria engravidado dele e queria manter o relacionamento. Ele afirmou que a vítima nunca quis fazer o exame para confirmar a gravidez. Quanto às agressões, o religioso disse que ambos só teriam discutido e ele teria usado um pouco de força para tentar tirá-la do veículo. Em entrevista a um jornal da Serra, o religioso afirmou estar sendo perseguido pela mulher. Ele teria dito ainda que a suposta vítima teria fantasiado um relacionamento com ele. Mesmo que negue as agressões, o inquérito tem indícios suficientes para acusá-lo. O padre é conhecido dentro e fora do Rio Grande do Sul pela carreira como cantor e compositor gospel. Ele já lançou cinco CDs e um DVD, com mais de 100 mil cópias vendidas. A página dele no Facebook tem 1,7 milhão de curtidas.  


 
 
 

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