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Vacina experimental neutraliza o vírus HIV em teste nos EUA

  • 4 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos testou uma vacina experimental que foi capaz de ativar anticorpos e eliminar dezenas de linhagens do vírus HIV em camundongos, porquinhos da índia e macacos. Os resultados do teste foram publicados nesta segunda-feira, 4, na revista científica Nature Medicine.

O artigo foi publicado por cientistas ligados ao Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês), além de pesquisadores da Universidade Vanderbilt, do Centro de Biologia Estrutural de Nova York, da Universidade da Califórnia em São Francisco e da Universidade Columbia - todos nos Estados Unidos.

De acordo com Anthony Fauci, diretor do Niaid, a vacina se baseia em um "calcanhar de Aquiles" do vírus, isto é, um local vulnerável da estrutura do vírus. "Os cientistas utilizaram seu detalhado conhecimento da estrutura do HIV para descobrir um local incomum de vulnerabilidade no vírus. Com isso eles puderam desenhar uma vacina nova e potencialmente poderosa. Esse elegante estudo tem potencial para ser um passo importante na busca por uma vacina segura e eficaz contra o HIV", afirmou Fauci.

Com os bons resultados dos testes, os cientistas anteciparam para o segundo semestre de 2019 um ensaio clínico em humanos com a nova vacina.

De acordo com Fauci, o Niaid tem duas abordagens complementares na busca pela vacina do HIV. Em uma delas - que foi utilizada no novo estudo -, os cientistas identificam poderosos anticorpos que possam neutralizar várias linhagens do vírus e, depois disso, tentam produzir os anticorpos com uma vacina baseada na estrutura das proteínas da superfície do HIV, onde os anticorpos aderem. Nesse método, portanto, os cientistas começam estudando a resposta imunológica mais promissora e depois trabalham para desenvolver uma vacina que induza essa resposta.

Na outra abordagem, mais empírica, os cientistas começam avaliando as candidatas a vacina mais promissoras a partir da eficácia em testes clínicos com humanos. Depois, tentam utilizar os resultados positivos, em novos ensaios clínicos, a partir da análise da resposta imune apresentada pelos participantes.

Nos últimos anos, os cientistas descobriram inúmeros anticorpos poderosos que ocorrem naturalmente e que podem impedir diversas linhagens do HIV de infectar células humanas em laboratório. Metade das pessoas que vivem com o HIV utilizam esses "anticorpos amplamente imunizantes", mas, em geral, apenas vários anos após a infecção, quando o vírus já está estabelecido no organismo.


 
 
 

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